Olimpíadas é investimento? 

Quando o Brasil ganhou o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016 a maior parte da população comemorou com grande entusiasmo. Porém, alguns questionaram se esta seria uma prioridade em função das diversas mazelas que afligem o povo brasileiro.

Dentro deste contexto e já passado quase dois anos da realização do evento, será que podemos considerar que os gastos de dinheiro com as Olimpíadas foram um investimento ou um desperdício?

Outras perguntas interessantes seriam: Por que muitos países, ricos e pobres, sempre “brigam” para serem sede de mega-eventos como Copa do Mundo? Se estes eventos não trazem benefícios como muitos pregam, o que motivaria os países a desejarem tanto essas celebrações esportivas?

Os defensores da ideia de que o dinheiro gasto nestes eventos pode ser considerado um ótimo investimento alegam que os benefícios trazidos devem ser mensurados por meios tangíveis e intangíveis.

Como existe esta variável intangível e, portanto, de difícil mensuração, não é fácil aplicar fórmulas econômicas para demonstrar matematicamente que as Olimpíadas, por exemplo, são rentáveis e superavitárias.

Afinal, como trazer facilmente para valores monetários o conforto proporcionado por melhorias no sistema de transporte público, a revitalização de áreas abandonadas e a disseminação do esporte entre os jovens?

Por outro lado, será que o dinheiro gasto na construção de grandes arenas esportivas, que após o evento ficam praticamente sem uso, não poderia ser melhor investido em áreas como saúde, educação e segurança pública? Este é o grande ponto levantado pelos defensores de que o Brasil não teria condições financeiras para sediar Copa da Mundo e Olimpíadas.

Para termos uma ideia dos valores gastos na realização destes eventos, trazemos a seguir uma série histórica dos custos diretos com a realização das últimas Olimpíadas:

  • Londres (2012): 15 bilhões de dólares
  • Barcelona (1992): 9,7 bilhões de dólares
  • Beijing (2008): 6,8 bilhões de dólares
  • Moscou (1980): 6,3 bilhões de dólares
  • Montreal (1976): 6,1 bilhões de dólares
  • Sidney (2000): 5 bilhões de dólares
  • Rio (2016): 4,6 bilhões de dólares
  • Atlanta (1996): 4,1 bilhões de dólares
  • Atenas (2004): 2,9 bilhões de dólares
  • Munique (1972): 1 bilhão de dólares
  • Los Angeles (1984): 0,7 bilhão de dólares
  • Tokio (1994): 0,3 bilhão de dólares

Obs.: Estes custos diretos foram atualizados para valor-presente e não englobam valores investidos para construção de estradas, sistemas de transporte, construções de hotéis, etc. Dados retirados de um estudo publicado pela Universidade de Oxford (Reino Unido).

Portanto, apesar de toda a reclamação sobre a necessidade do Brasil sediar as Olimpíadas de 2016 e os diversos problemas de corrupção durante as obras, os gastos diretos com o evento foram muito menores do que aqueles observados em outros países.

Obs.: Os gastos totais com as Olimpíadas do Rio são estimados entre 10 e 15 bilhões de dólares.

E você? Qual sua opinião sobre o tema? Todo este investimento compensa para um evento de apenas 3 semanas? Aliás, como anda a sua própria vida financeira e seus investimentos? Se quiser aprender um pouco mais sobre como gerenciar seu próprio orçamento, conheça diversas opções de investimentos aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *